Dr. Guilherme Humeres Abrahão | CRM-SP 147.629 | RQE 82.382
Parede Abdominal 360
Um método completo para o tratamento de hérnias, diástase e reconstrução da parede abdominal
Uma hérnia pode parecer apenas um abaulamento.
Uma diástase pode parecer apenas uma alteração estética.
Mas, para quem convive com o problema, muitas vezes existe muito mais por trás disso.
Desconforto.
Dor.
Sensação de fraqueza abdominal.
Dificuldade para praticar exercícios.
Medo de fazer força.
Alteração do contorno do abdome.
Insegurança com o próprio corpo.
E, principalmente nos pacientes que já passaram por uma ou mais cirurgias, existe ainda outra preocupação:
“Será que isso pode acontecer novamente?”
Foi a partir dessa visão que surgiu o Parede Abdominal 360.
Um método de avaliação e tratamento que procura enxergar não apenas a hérnia ou a diástase isoladamente, mas a parede abdominal como um todo — e a pessoa que existe por trás dela.
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O que é o Parede Abdominal 360?
O Parede Abdominal 360 é um método estruturado de avaliação, planejamento, tratamento e recuperação de pacientes com doenças da parede abdominal.
Ele foi desenvolvido a partir de um princípio simples:
não tratar apenas o defeito. Tratar o paciente e reconstruir a parede abdominal de maneira individualizada.
Isso significa analisar diferentes dimensões do problema antes de definir o tratamento.
Entre elas:
anatomia
função
sintomas
cirurgias anteriores
qualidade dos tecidos
condições clínicas
objetivos do paciente
possibilidades de reconstrução
recuperação
A cirurgia, quando necessária, é apenas uma etapa dessa jornada.
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Muito além de “fechar uma hérnia”
Durante muitos anos, a cirurgia de hérnia foi compreendida de maneira relativamente simples:
existe um defeito → fecha-se o defeito.
A cirurgia moderna da parede abdominal evoluiu muito além desse conceito.
Hoje sabemos que existem situações completamente diferentes entre si.
Uma pequena hérnia umbilical não é igual a uma hérnia incisional de grandes dimensões.
Uma hérnia inguinal primária não é igual a uma hérnia que já foi operada duas vezes.
Uma mulher com diástase após duas gestações não possui necessariamente o mesmo problema de um paciente com obesidade e uma grande hérnia abdominal.
Por isso, utilizar a mesma lógica para todos os pacientes não faz sentido.
Problemas diferentes exigem estratégias diferentes.
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Por que “360”?
Porque procuramos avaliar o problema em todas as suas dimensões.
Não apenas:
“Qual é o tamanho da hérnia?”
Mas também:
Como está a musculatura?
Existe diástase associada?
Como está a função da parede abdominal?
Existem cirurgias anteriores?
Já existe alguma tela implantada?
Qual é o impacto do problema na vida do paciente?
Existe dor?
Existe limitação física?
Existe alteração importante do contorno abdominal?
Quais são os objetivos desse paciente?
Existe algum fator que precisa ser corrigido antes da cirurgia?
Essa visão global é o conceito central do método.
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Quais problemas podem ser avaliados pelo Parede Abdominal 360?
O método pode ser aplicado à avaliação de diferentes condições da parede abdominal, entre elas:
- hérnia inguinal;
- hérnia umbilical;
- hérnia epigástrica;
- hérnia femoral;
- hérnia incisional;
- hérnia de Spiegel;
- hérnia parastomal;
- hérnia recidivada;
- hérnias complexas;
- hérnias associadas à diástase;
- diástase abdominal;
- diástase pós-gestacional;
- alterações da parede abdominal após cirurgias anteriores.
Cada uma dessas condições possui características próprias.
E justamente por isso o tratamento precisa ser individualizado.
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Hérnia e diástase não são a mesma coisa
Essa diferença é fundamental.
Hérnia é um defeito da parede abdominal através do qual estruturas podem protruir.
Diástase é um afastamento dos músculos retos abdominais associado ao alargamento e alteração da linha alba.
As duas condições podem existir isoladamente.
Mas também podem coexistir.
E quando isso acontece, simplesmente corrigir a hérnia sem compreender o restante da parede abdominal pode não responder a todas as necessidades daquele paciente.
Por isso, no Parede Abdominal 360, a avaliação não termina quando encontramos uma hérnia.
Nós estudamos a parede abdominal.
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O primeiro passo: entender o que incomoda você
Exames são importantes.
Tomografia é importante em situações selecionadas.
Medidas são importantes.
Mas existe algo que vem antes:
entender o paciente.
Duas pessoas com exatamente a mesma hérnia podem procurar tratamento por razões completamente diferentes.
Uma pode sentir dor.
Outra pode perceber perda de força.
Outra pode ter medo de praticar exercícios.
Outra pode estar incomodada com a alteração do contorno abdominal.
Outra pode ter sido operada anteriormente e estar preocupada com uma nova recorrência.
Por isso, uma das primeiras perguntas deve ser:
“O que esse problema está impedindo você de fazer?”
Essa resposta ajuda a determinar os objetivos do tratamento.
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A parede abdominal tem função
A parede abdominal não existe apenas para determinar a aparência do abdome.
Ela participa de diferentes funções do organismo e da estabilização do tronco.
Por isso, determinadas alterações da parede abdominal podem ter repercussões que vão além da estética.
Especialmente em reconstruções maiores, nosso objetivo não deve ser apenas produzir uma imagem bonita em um exame.
Devemos buscar uma reconstrução anatomicamente adequada e funcional, respeitando as características individuais de cada paciente.
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E a estética?
Ela importa.
E reconhecer isso não transforma uma cirurgia de parede abdominal em cirurgia puramente estética.
Para alguns pacientes, principalmente mulheres após gestações ou pessoas que passaram por grandes transformações corporais, a alteração do contorno abdominal pode produzir impacto importante na percepção do próprio corpo.
Esse aspecto merece ser ouvido.
Entretanto, o objetivo deve permanecer realista.
O tratamento de uma hérnia ou diástase não pode prometer um “abdome perfeito”.
A proposta é buscar, quando possível:
função + anatomia + segurança + menor impacto + resultado corporal harmonioso.
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Cada parede abdominal conta uma história
Gestações.
Ganho ou perda de peso.
Cirurgias anteriores.
Cicatrizes.
Hérnias.
Telas previamente implantadas.
Infecções.
Recidivas.
Características genéticas e individuais dos tecidos.
Tudo isso modifica a parede abdominal.
Por isso, antes de decidir qual cirurgia realizar, precisamos compreender essa história.
Em alguns pacientes, o tratamento pode ser relativamente simples.
Em outros, pode ser necessária uma verdadeira reconstrução.
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A cirurgia não começa no centro cirúrgico
Esse é um dos princípios fundamentais do Parede Abdominal 360.
Uma cirurgia bem planejada começa antes da primeira incisão.
A jornada pode envolver:
avaliação clínica
↓
compreensão dos objetivos do paciente
↓
estudo da anatomia
↓
exames quando necessários
↓
identificação de fatores de risco
↓
otimização pré-operatória
↓
planejamento da estratégia
↓
escolha da técnica
↓
cirurgia
↓
recuperação estruturada
↓
retorno progressivo à vida normal
A tecnologia entra dentro desse processo.
Ela não substitui o processo.
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Cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica?
O Parede Abdominal 360 não é uma técnica cirúrgica específica.
Esse ponto é fundamental.
O método não significa que todos os pacientes serão submetidos à cirurgia robótica.
Também não significa que exista uma única operação considerada ideal.
O arsenal atual da cirurgia da parede abdominal inclui diferentes possibilidades:
cirurgia aberta
laparoscopia
cirurgia robótica
reparos pré-peritoneais
reconstruções retromusculares
técnicas extraperitoneais
eTEP
separação de componentes
TAR
entre outras estratégias.
A pergunta não deve ser:
“Qual é a técnica mais moderna?”
A pergunta deve ser:
“Qual estratégia oferece a melhor solução para este paciente?”
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Tecnologia quando ela acrescenta valor
A cirurgia robótica ampliou significativamente as possibilidades da cirurgia minimamente invasiva da parede abdominal.
Visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados, precisão de movimentos e capacidade de realizar suturas complexas podem permitir determinadas reconstruções através de pequenas incisões.
Em pacientes selecionados, isso pode possibilitar abordagens de planos pré-peritoneais, retromusculares e extraperitoneais que anteriormente eram realizadas predominantemente através de cirurgias abertas.
Mas existe um princípio que deve vir antes da tecnologia:
indicação.
No Parede Abdominal 360, a robótica é utilizada quando suas características podem acrescentar valor à estratégia planejada.
A tecnologia é uma ferramenta.
O tratamento é o projeto.
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O objetivo final
O sucesso do tratamento de uma doença da parede abdominal não deveria ser medido apenas por:
“a hérnia desapareceu.”
Precisamos olhar além.
O paciente conseguiu retornar às suas atividades?
Voltou a praticar exercícios?
Consegue trabalhar sem desconforto?
Recuperou a confiança para movimentar o corpo?
A reconstrução está funcional?
O resultado está adequado aos objetivos que estabelecemos antes da cirurgia?
É por isso que o conceito é 360.
Porque existe uma pessoa inteira ao redor daquela hérnia.
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Parede Abdominal 360
Avaliar. Planejar. Reconstruir. Recuperar.
Quatro palavras resumem a filosofia do método:
AVALIAR
Compreender o paciente, seus sintomas, sua anatomia e seus objetivos.
PLANEJAR
Definir uma estratégia individualizada antes da cirurgia.
RECONSTRUIR
Utilizar a técnica e a tecnologia adequadas para aquela parede abdominal.
RECUPERAR
Conduzir o paciente progressivamente de volta à sua rotina, trabalho, exercícios e qualidade de vida.
Porque tratar uma hérnia não deveria significar apenas corrigir um defeito.
Deveria significar devolver ao paciente confiança para utilizar novamente o próprio corpo.
A jornada do paciente: da primeira avaliação ao planejamento da reconstrução
O tratamento de uma hérnia ou diástase não começa quando o paciente entra no centro cirúrgico.
Começa quando compreendemos qual é o problema, como ele afeta aquela pessoa e o que precisamos fazer para solucioná-lo da maneira mais adequada possível.
Por isso, no Parede Abdominal 360, existe uma jornada estruturada.
Cada etapa possui um objetivo.
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1.Escutar antes de tratar
A primeira consulta começa pela história.
Antes de decidir qual técnica utilizar, precisamos compreender:
O que incomoda o paciente?
Dor?
Abaulamento?
Sensação de fraqueza?
Limitação para exercícios?
Dificuldade para trabalhar?
Alteração do contorno abdominal?
Medo de a hérnia aumentar?
Receio de uma complicação?
Uma cirurgia anterior que não teve o resultado esperado?
Essas respostas são importantes porque o objetivo do tratamento não é necessariamente igual para todos.
Para um paciente, sucesso pode significar voltar à academia.
Para outro, conseguir trabalhar sem desconforto.
Para uma mulher após a gestação, pode significar recuperar função e confiança na própria parede abdominal.
Para alguém com uma hérnia recidivada, pode significar compreender por que o problema voltou e construir uma estratégia diferente para uma nova reconstrução.
Antes de tratar a anatomia, precisamos entender a pessoa.
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2.Examinar a parede abdominal como um todo
Depois de compreender a história, avaliamos a anatomia.
Uma hérnia não deve ser analisada apenas pelo tamanho do abaulamento.
Durante o exame, diferentes características podem ser avaliadas:
- localização do defeito;
- tamanho aproximado;
- possibilidade de redução;
- presença de outros defeitos;
- cicatrizes anteriores;
- diástase associada;
- qualidade dos tecidos;
- distribuição da parede abdominal;
- alterações do contorno;
- sinais relacionados a operações anteriores.
Em determinados pacientes, também é importante avaliar a parede abdominal durante movimentos, contrações ou manobras que aumentem a pressão dentro do abdome.
O objetivo é construir uma visão global.
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3.Entender a história cirúrgica
Em pacientes que já passaram por operações anteriores, existe uma etapa adicional.
Precisamos reconstruir a história daquela parede abdominal.
Quando disponíveis, podem ser importantes:
relatórios operatórios
descrição das técnicas utilizadas
informações sobre telas implantadas
exames anteriores
tomografias
histórico de infecção ou outras complicações
tempo até uma eventual recorrência
Cada cirurgia deixa alterações anatômicas.
Saber o que já foi realizado ajuda a decidir o que deve — ou não deve — ser feito novamente.
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4.Exames quando eles realmente acrescentam informação
Nem todo paciente precisa realizar uma grande quantidade de exames.
Uma hérnia simples pode ser diagnosticada clinicamente.
Por outro lado, em situações mais complexas, exames de imagem podem modificar completamente o planejamento.
A tomografia computadorizada pode ser particularmente útil em determinadas hérnias incisionais, recorrentes ou de grandes dimensões.
Ela pode ajudar a avaliar:
- dimensões do defeito;
- quantidade de defeitos;
- posição da musculatura;
- diástase;
- conteúdo da hérnia;
- características da cavidade abdominal;
- alterações relacionadas às operações anteriores;
- planejamento dos espaços disponíveis para reconstrução.
O exame não deve ser solicitado simplesmente porque existe.
Ele deve responder uma pergunta clínica.
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5.Construir o mapa da parede abdominal
Nos casos mais complexos, reunimos as informações clínicas e de imagem para realizar aquilo que podemos chamar de:
Cartografia da parede abdominal
É uma forma de organizar mentalmente — e, quando necessário, através dos exames — a anatomia que será encontrada.
Precisamos compreender:
onde está o defeito
↓
qual é seu tamanho
↓
como estão os músculos
↓
se existe diástase
↓
quais cirurgias já foram realizadas
↓
onde provavelmente estão as telas anteriores
↓
quais planos anatômicos permanecem disponíveis
↓
qual reconstrução pode ser realizada
Essa etapa é especialmente importante nas hérnias recidivadas e complexas.
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6.Identificar fatores que podem interferir no resultado
Existe outro princípio importante:
não basta preparar a cirurgia. Precisamos preparar o paciente.
Algumas condições podem aumentar o risco de complicações.
Entre elas podem estar:
- obesidade;
- tabagismo;
- diabetes inadequadamente controlado;
- desnutrição;
- infecções;
- doenças cardiovasculares ou pulmonares descompensadas;
- condições que aumentem repetidamente a pressão intra-abdominal.
Identificar esses fatores antes da operação permite decidir se existe algo que deve ser otimizado.
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7.Otimizar antes de operar
Às vezes, a melhor decisão na primeira consulta não é marcar imediatamente a cirurgia.
É preparar melhor o paciente para ela.
Dependendo da situação, isso pode incluir:
redução de peso
interrupção do tabagismo
controle metabólico
melhora nutricional
tratamento de doenças associadas
avaliação conjunta com outras especialidades
Em hérnias muito grandes e selecionadas, o planejamento pode incluir estratégias adicionais, como toxina botulínica ou pneumoperitônio progressivo pré-operatório.
Adiar uma cirurgia eletiva para melhorar determinadas condições não significa deixar de tratar.
Pode fazer parte do próprio tratamento.
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8.Definir o objetivo da reconstrução
Depois de compreender o paciente e sua anatomia, precisamos definir claramente:
O que queremos alcançar com a cirurgia?
Em uma hérnia pequena, o objetivo pode ser relativamente simples.
Em uma hérnia associada à diástase, pode ser necessário pensar na reconstrução da linha média.
Em uma hérnia incisional, pode ser necessário reconstruir uma área maior da parede abdominal.
Em uma hérnia recidivada, precisamos considerar aquilo que já foi realizado anteriormente.
Em uma hérnia complexa, pode ser necessário recuperar a continuidade da musculatura através de técnicas avançadas.
O objetivo da operação deve ser estabelecido antes de escolher a ferramenta.
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9.Escolher o plano anatômico
Essa é uma etapa que o paciente nem sempre percebe, mas que pode ser fundamental para o planejamento.
Existem diferentes espaços onde uma reconstrução pode ser realizada.
Entre eles:
- anterior;
- pré-peritoneal;
- retromuscular;
- extraperitoneal;
- intraperitoneal.
A escolha depende da hérnia, das operações anteriores e da técnica planejada.
Em alguns casos, pode ser interessante evitar um plano previamente operado.
Em outros, pode ser possível utilizar um espaço anatômico que permita uma ampla reconstrução e posicionamento adequado da tela.
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10.Escolher a técnica
Somente agora chegamos à pergunta que frequentemente aparece logo no início:
“Minha cirurgia será aberta, laparoscópica ou robótica?”
No Parede Abdominal 360, essa não deveria ser a primeira pergunta.
Porque a via de acesso é consequência do planejamento.
Podem ser consideradas diferentes estratégias:
cirurgia aberta
laparoscopia
cirurgia robótica
reparos pré-peritoneais
reconstruções retromusculares
eTEP
separação de componentes
TAR
entre outras.
A melhor técnica é aquela capaz de executar adequadamente a reconstrução planejada para aquele paciente.
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11.Utilizar tecnologia quando ela melhora a estratégia
A tecnologia pode modificar aquilo que conseguimos realizar através de uma abordagem minimamente invasiva.
A cirurgia robótica oferece características como:
- visão tridimensional ampliada;
- instrumentos articulados;
- precisão de movimentos;
- estabilidade;
- capacidade avançada de sutura intracorpórea.
Em determinados pacientes, essas características permitem executar reconstruções complexas através de pequenas incisões.
Isso pode ser particularmente interessante quando precisamos trabalhar em planos pré-peritoneais, retromusculares ou extraperitoneais.
Mas existe uma diferença fundamental entre:
usar tecnologia porque ela está disponível
e
usar tecnologia porque ela acrescenta valor à reconstrução.
O Parede Abdominal 360 segue o segundo princípio.
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12.Planejamento Cirúrgico Individualizado
Quando existe indicação cirúrgica, todas essas informações convergem para uma estratégia.
É o momento de definir:
qual será a reconstrução
qual será a via de acesso
qual plano anatômico será utilizado
se será necessária tela
onde a tela deverá ser posicionada
se existe necessidade de reconstrução da linha média
se serão necessárias técnicas adicionais
quais são as particularidades daquele caso
Essa etapa transforma informações dispersas em um projeto cirúrgico.
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A cirurgia como um projeto
Existe uma diferença importante entre:
“Você tem uma hérnia. Vamos operar.”
e
“Nós estudamos sua parede abdominal e construímos uma estratégia para reconstruí-la.”
É essa segunda lógica que orienta o Parede Abdominal 360.
A cirurgia deixa de ser um procedimento isolado e passa a fazer parte de um processo:
diagnóstico → planejamento → preparação → reconstrução → recuperação.
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E se eu não precisar operar?
Isso também é uma resposta possível.
O Parede Abdominal 360 não pressupõe que todo paciente precise de cirurgia.
Dependendo do tipo de hérnia, sintomas, riscos e características individuais, acompanhamento pode ser considerado em situações selecionadas.
Da mesma forma, nem toda diástase precisa ser operada.
Em alguns pacientes, medidas conservadoras, fisioterapia, fortalecimento orientado, controle de peso ou acompanhamento podem ser suficientes.
O objetivo não é indicar uma operação.
O objetivo é definir a melhor estratégia.
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E quando existe indicação cirúrgica?
Nesse momento, o paciente deve compreender três pontos:
1. O que será corrigido
Qual é exatamente o problema anatômico?
2. Como pretendemos corrigir
Qual é a estratégia de reconstrução e por que ela foi escolhida?
3. O que esperar depois
Como será a recuperação e quais são os objetivos estabelecidos?
Essa compreensão ajuda o paciente a participar ativamente das decisões relacionadas ao próprio tratamento.
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Do diagnóstico à estratégia
Podemos resumir a primeira metade da jornada do Parede Abdominal 360 assim:
ESCUTAR
Entender sintomas, limitações e objetivos.
↓
AVALIAR
Examinar a parede abdominal como um todo.
↓
MAPEAR
Utilizar história cirúrgica e exames quando necessários para compreender a anatomia.
↓
OTIMIZAR
Preparar o paciente e reduzir fatores de risco modificáveis.
↓
PLANEJAR
Definir o objetivo da reconstrução.
↓
ESCOLHER
Determinar plano anatômico, técnica e tecnologia adequados.
↓
RECONSTRUIR
Executar a estratégia planejada.
Mas existe uma segunda metade igualmente importante.
A recuperação.
Porque uma cirurgia tecnicamente bem executada só atinge plenamente seu objetivo quando o paciente consegue retornar àquilo que realmente importa:
sua vida.
Cirurgia, recuperação e retorno à vida
Uma cirurgia de hérnia ou reconstrução da parede abdominal não termina quando o último ponto é realizado.
Na verdade, naquele momento começa uma nova etapa:
a recuperação.
O objetivo do Parede Abdominal 360 não é simplesmente corrigir uma alteração anatômica.
É conduzir o paciente através de todo o processo necessário para que ele possa retornar, progressivamente e com segurança, à sua vida.
Trabalho.
Família.
Exercícios.
Esportes.
Viagens.
Atividades cotidianas.
Confiança para movimentar o próprio corpo novamente.
Por isso, se antes da cirurgia existe planejamento, depois dela também deve existir.
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A cirurgia: executar aquilo que foi planejado
Depois da avaliação, estudo da anatomia e definição da estratégia, chega o momento da cirurgia.
A operação pode variar significativamente de um paciente para outro.
Pode envolver uma correção relativamente simples ou uma reconstrução extensa da parede abdominal.
Dependendo do caso, podem ser utilizadas:
- cirurgia aberta;
- laparoscopia;
- cirurgia robótica;
- reconstruções pré-peritoneais;
- reconstruções retromusculares;
- técnicas extraperitoneais;
- eTEP;
- separação de componentes;
- TAR;
- outras estratégias específicas.
Mas existe um princípio que permanece independentemente da técnica:
a operação deve executar um projeto previamente definido para aquela parede abdominal.
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Segurança antes de tecnologia
Tecnologia é importante.
Mas segurança vem primeiro.
Antes da cirurgia, diferentes aspectos podem precisar ser avaliados:
condições clínicas
medicações utilizadas
risco anestésico
exames necessários
controle de doenças associadas
risco de trombose
estratégia de analgesia
necessidade de internação
planejamento da recuperação
Em cirurgias maiores, essa preparação ganha ainda mais importância.
O objetivo é antecipar problemas sempre que possível.
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Uma cirurgia menos invasiva pode significar uma recuperação melhor?
Em pacientes adequadamente selecionados, abordagens minimamente invasivas podem oferecer benefícios importantes.
Laparoscopia e cirurgia robótica permitem realizar determinadas operações através de pequenas incisões.
Dependendo da reconstrução, isso pode estar associado a vantagens como menor agressão da parede abdominal e menor incidência de determinadas complicações da ferida quando comparado a grandes acessos abertos.
Entretanto, existe um ponto fundamental:
menor incisão não significa automaticamente melhor cirurgia.
Uma reconstrução adequada realizada por cirurgia aberta pode ser superior a uma reconstrução inadequada realizada através de pequenas incisões.
Por isso, dentro do Parede Abdominal 360:
primeiro definimos a reconstrução.
Depois escolhemos a melhor maneira de executá-la.
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Onde a cirurgia robótica pode acrescentar valor?
A cirurgia robótica reúne algumas características particularmente interessantes para a reconstrução da parede abdominal:
- visão tridimensional ampliada;
- instrumentos articulados;
- precisão de movimentos;
- estabilidade;
- capacidade de realizar suturas intracorpóreas;
- possibilidade de trabalhar em diferentes planos anatômicos.
Esses recursos podem permitir, em casos selecionados, realizar através de pequenas incisões reconstruções que exigem dissecção e sutura complexas.
Isso pode ampliar as possibilidades da cirurgia minimamente invasiva.
Mas o benefício real não é simplesmente poder dizer:
“a cirurgia foi robótica.”
O benefício existe quando a tecnologia permite executar adequadamente uma estratégia que faça sentido para aquele paciente.
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Controle da dor faz parte da recuperação
Dor não deve ser tratada apenas quando aparece.
O controle da dor pode começar no próprio planejamento da cirurgia.
Atualmente, estratégias de analgesia multimodal podem combinar diferentes medicamentos e técnicas com mecanismos complementares.
O objetivo é proporcionar controle adequado da dor e facilitar:
respirar profundamente
levantar-se
caminhar
alimentar-se
dormir
recuperar autonomia
Quanto mais complexa a reconstrução, mais importante se torna uma estratégia estruturada de recuperação.
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Levantar e caminhar
Na maioria das situações, permanecer imóvel durante longos períodos não é o objetivo da recuperação.
Quando clinicamente possível, a mobilização precoce pode ser incentivada.
Inicialmente, isso pode significar simplesmente:
sentar-se;
levantar-se;
caminhar pequenas distâncias;
ir ao banheiro;
aumentar progressivamente a movimentação.
A evolução acontece passo a passo.
Recuperar não significa ficar parado esperando o corpo cicatrizar.
Significa permitir que o organismo retome progressivamente suas funções enquanto a cicatrização acontece.
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Alimentação e recuperação
A nutrição também participa do processo de cicatrização.
Em determinadas situações, principalmente em pacientes submetidos a reconstruções maiores ou com alterações nutricionais prévias, esse aspecto merece atenção específica.
Quando clinicamente possível, a alimentação é retomada progressivamente conforme o tipo de operação e a evolução do paciente.
Hidratação, ingestão adequada de proteínas e equilíbrio nutricional podem fazer parte da recuperação.
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Quanto tempo ficarei internado?
Depende da cirurgia.
Alguns procedimentos permitem alta precoce.
Reconstruções maiores podem exigir internação mais prolongada.
A decisão não deve ser determinada simplesmente pelo número de horas transcorridas desde a operação.
Ela depende da recuperação clínica.
Entre os aspectos avaliados estão:
- controle adequado da dor;
- capacidade de caminhar;
- alimentação;
- ausência de sinais de complicações;
- condições clínicas;
- segurança para continuar a recuperação em casa.
O objetivo não é permanecer internado mais tempo.
Também não é receber alta o mais rápido possível.
É receber alta no momento adequado.
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A recuperação continua em casa
A alta hospitalar não representa o fim do tratamento.
Ela representa uma mudança de fase.
Nos primeiros dias, o paciente recebe orientações relacionadas a:
cuidados com as incisões
medicações
alimentação
mobilização
sinais de alerta
atividades permitidas
retorno médico
Conforme a evolução, novas atividades são progressivamente incorporadas.
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Quando posso voltar a trabalhar?
Não existe uma resposta única.
Um paciente que trabalha predominantemente sentado possui uma demanda física diferente de alguém que realiza esforço intenso durante todo o dia.
Da mesma forma, uma pequena correção de hérnia inguinal é diferente de uma grande reconstrução abdominal.
Por isso, o retorno deve considerar:
cirurgia realizada + recuperação individual + atividade profissional.
Sempre que possível, buscamos uma retomada progressiva.
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Quando posso dirigir?
O retorno à direção também deve ser individualizado.
O paciente precisa apresentar mobilidade suficiente para realizar movimentos rápidos e seguros, não estar utilizando medicamentos que comprometam atenção ou reflexos e conseguir reagir adequadamente a uma situação inesperada.
Não basta conseguir sentar-se dentro do carro.
É preciso conseguir dirigir com segurança.
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Quando posso voltar à academia?
Essa é uma das perguntas mais frequentes.
O objetivo do tratamento não é afastar definitivamente o paciente do exercício.
Muito pelo contrário.
Queremos que ele possa voltar a utilizar seu corpo.
O retorno, entretanto, precisa ser progressivo.
Podemos pensar em uma sequência:
caminhadas
↓
atividades leves
↓
exercícios de menor intensidade
↓
fortalecimento progressivo
↓
aumento de carga
↓
retorno completo ao esporte
A velocidade dessa progressão depende da reconstrução realizada e da evolução individual.
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Vou poder levantar peso novamente?
Na maioria dos pacientes, o objetivo é justamente permitir retorno às atividades habituais, inclusive esforço físico quando apropriado.
Ter operado uma hérnia não significa necessariamente viver com medo de carregar peso.
Durante o período inicial, entretanto, os tecidos estão passando por cicatrização.
Por isso, as cargas devem ser reintroduzidas progressivamente.
A pergunta deixa de ser:
“Nunca mais posso pegar peso?”
e passa a ser:
“Como e quando posso voltar a fazer isso com segurança?”
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O retorno ao esporte
Para alguém fisicamente ativo, voltar ao esporte pode ser um dos principais objetivos do tratamento.
Corrida.
Musculação.
Ciclismo.
Tênis.
Futebol.
Lutas.
Ou simplesmente brincar com os filhos sem receio.
O planejamento da recuperação deve considerar aquilo que o paciente deseja voltar a fazer.
Porque uma cirurgia tecnicamente perfeita que não devolve o paciente às atividades importantes para ele ainda não alcançou todo o potencial do tratamento.
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Recuperar a confiança no próprio corpo
Existe uma consequência das hérnias que dificilmente aparece em uma tomografia.
O medo.
Medo de fazer força.
Medo de tossir.
Medo de carregar uma criança.
Medo de voltar à academia.
Medo de a hérnia aumentar.
Medo de a cirurgia falhar.
Esse componente é ainda mais importante em pacientes que já apresentaram uma recidiva.
Por isso, uma boa recuperação não é apenas física.
À medida que o paciente progride e percebe que consegue novamente movimentar-se, trabalhar e praticar atividades, algo importante acontece:
ele recupera confiança no próprio corpo.
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E a aparência do abdome?
Quando existe uma alteração importante da parede abdominal, principalmente associada à diástase, o contorno corporal pode ser uma preocupação legítima.
O objetivo primário de uma reconstrução continua sendo anatômico e funcional.
Entretanto, sempre que possível, também consideramos o impacto que a reconstrução pode produzir no contorno abdominal.
É importante manter expectativas realistas.
Cirurgia de hérnia e reconstrução da parede abdominal não são equivalentes a procedimentos de cirurgia plástica.
Em determinadas situações, inclusive, pode existir indicação de avaliação ou tratamento conjunto com cirurgia plástica.
O mais importante é compreender os objetivos antes da operação.
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Acompanhamento também faz parte do tratamento
Depois da cirurgia, acompanhamos a evolução da reconstrução.
O seguimento permite avaliar:
- cicatrização;
- dor;
- presença de seroma;
- evolução das incisões;
- retorno às atividades;
- recuperação funcional;
- eventuais complicações;
- progressão dos exercícios.
Também é uma oportunidade para ajustar as orientações conforme a evolução individual.
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Como reduzir o risco de uma nova hérnia?
Nenhuma cirurgia consegue eliminar completamente o risco de recorrência.
Mas podemos trabalhar para criar condições favoráveis.
Dependendo do paciente, isso pode envolver:
controle adequado do peso
não fumar
controle do diabetes
boa condição nutricional
tratamento de tosse crônica ou constipação quando presentes
retorno progressivo ao exercício
acompanhamento pós-operatório
Prevenção não depende de uma única medida.
Ela faz parte de todo o processo.
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Como avaliamos o sucesso?
Uma pergunta simples seria:
“A hérnia voltou?”
Essa é uma informação fundamental.
Mas, dentro de uma visão 360, queremos saber mais.
A dor melhorou?
O paciente voltou a trabalhar?
Voltou a praticar exercícios?
Consegue realizar suas atividades sem medo?
A parede abdominal está funcional?
A reconstrução atingiu os objetivos definidos antes da cirurgia?
Porque resultado cirúrgico não deveria ser apenas aquilo que aparece em um exame.
Resultado é aquilo que acontece na vida do paciente.
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Os benefícios que realmente importam
Tecnologia, técnica e conhecimento anatômico são meios.
O paciente procura tratamento porque deseja alguma coisa além deles.
Ele quer:
voltar a brincar com os filhos sem dor;
voltar a praticar esportes;
dormir sem desconforto;
trabalhar normalmente;
sentir-se seguro;
recuperar a confiança no próprio corpo;
não viver com medo de a hérnia piorar;
sentir-se confortável com o próprio abdome;
resolver o problema com o menor impacto possível em sua vida.
Esses são os resultados que dão sentido à técnica.
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Parede Abdominal 360
Da cirurgia de volta à vida
O método pode ser resumido em uma jornada:
DIAGNOSTICAR
Entender o problema.
↓
PLANEJAR
Construir uma estratégia individualizada.
↓
PREPARAR
Criar as melhores condições possíveis para o tratamento.
↓
RECONSTRUIR
Utilizar técnica e tecnologia adequadas.
↓
RECUPERAR
Conduzir uma retomada progressiva das atividades.
↓
ACOMPANHAR
Avaliar cicatrização, função e evolução.
↓
RETORNAR
Trabalho. Exercício. Família. Esporte. Vida.
Porque o objetivo final não é simplesmente realizar uma cirurgia.
É fazer com que a cirurgia interfira o mínimo possível na vida do paciente — e que o problema deixe de interferir nela.
Para quem é o método, perguntas frequentes e como iniciar sua avaliação
Depois de compreender toda a jornada, uma pergunta permanece:
Para quem é o Parede Abdominal 360?
O método foi estruturado para pacientes com diferentes graus de complexidade.
Desde alguém que descobriu sua primeira hérnia até pacientes que já passaram por múltiplas operações e precisam de uma nova reconstrução da parede abdominal.
O ponto em comum não é a gravidade.
É a filosofia do cuidado:
compreender antes de operar, planejar antes de escolher a técnica e acompanhar até a recuperação.
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Para quem é o Parede Abdominal 360?
O método pode ser aplicado a pacientes com:
- hérnia inguinal;
- hérnia umbilical;
- hérnia epigástrica;
- hérnia femoral;
- hérnia incisional;
- hérnia de Spiegel;
- hérnia parastomal;
- hérnia encarcerada;
- hérnia recidivada;
- hérnias múltiplas;
- hérnias complexas;
- hérnias de grandes dimensões;
- diástase abdominal;
- diástase pós-gestacional;
- hérnia associada à diástase;
- alterações da parede abdominal após cirurgias anteriores.
Nem todos esses pacientes precisarão da mesma investigação.
Nem todos precisarão da mesma técnica.
E nem todos precisarão de cirurgia.
O método é o processo de encontrar a estratégia adequada para cada um deles.
⸻
Quando procurar uma avaliação?
Algumas situações que justificam avaliação médica incluem:
perceber um abaulamento no abdome ou na virilha;
sentir dor ou desconforto relacionado a uma hérnia;
perceber que uma hérnia está aumentando;
ter dificuldade para praticar exercícios por causa da parede abdominal;
apresentar diástase associada a sintomas ou hérnia;
ter uma hérnia após cirurgia abdominal;
perceber que uma hérnia previamente operada voltou;
ter recebido indicação de uma reconstrução complexa da parede abdominal;
desejar uma segunda avaliação sobre as possibilidades de tratamento.
Também existem situações que não devem aguardar uma consulta eletiva.
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Quando uma hérnia é uma urgência?
Procure atendimento médico imediatamente diante de sintomas como:
- dor súbita e intensa;
- hérnia endurecida;
- abaulamento que não retorna para o abdome;
- náuseas ou vômitos;
- distensão abdominal;
- interrupção da eliminação de gases ou fezes;
- alteração importante da coloração da pele sobre a hérnia;
- piora rápida do estado geral.
Esses sinais podem estar relacionados a encarceramento, obstrução intestinal ou estrangulamento da hérnia.
Nessas situações, o mais importante não é escolher uma técnica específica.
É receber avaliação médica rapidamente.
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O que acontece na primeira avaliação?
A primeira consulta tem um objetivo principal:
compreender o problema.
Isso envolve três perspectivas.
1. A pessoa
Quais são os sintomas?
O que está limitado?
O que preocupa?
O que o paciente deseja voltar a fazer?
2. A parede abdominal
Qual é a hérnia?
Existe diástase?
Existem cicatrizes?
Como está a musculatura?
Há sinais de operações anteriores?
3. A história
Já houve cirurgia?
Foi utilizada tela?
Existiram complicações?
A hérnia voltou?
Existem exames anteriores?
A partir dessas informações começa o planejamento.
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Preciso levar meus exames anteriores?
Se existirem, sim.
Especialmente para pacientes que já passaram por cirurgias da parede abdominal, informações anteriores podem ser extremamente úteis.
Quando disponíveis, recomendamos trazer:
- ultrassonografias;
- tomografias;
- ressonâncias;
- relatórios das cirurgias anteriores;
- informações sobre telas implantadas;
- relatórios de internações;
- documentação relacionada a complicações anteriores.
Não existe problema se o paciente não possuir todos esses documentos.
A necessidade de novos exames será determinada após avaliação.
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Preciso fazer tomografia?
Não necessariamente.
Muitas hérnias podem ser diagnosticadas pelo exame clínico.
A tomografia ganha importância principalmente quando precisamos responder questões específicas sobre a anatomia.
Isso pode acontecer em:
- hérnias incisionais;
- hérnias recidivadas;
- hérnias grandes;
- múltiplos defeitos;
- cirurgias anteriores complexas;
- suspeita de perda de domínio;
- planejamento de determinadas reconstruções.
O princípio é simples:
exame deve responder uma pergunta.
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Todo paciente do Parede Abdominal 360 faz cirurgia robótica?
Não.
O Parede Abdominal 360 não é um programa de cirurgia robótica.
É um método de cuidado da parede abdominal.
A robótica é uma das ferramentas disponíveis.
Dependendo do paciente, podemos considerar:
cirurgia aberta
laparoscopia
cirurgia robótica
ou diferentes técnicas de reconstrução realizadas através dessas vias.
A escolha depende da anatomia, da complexidade, das cirurgias anteriores e dos objetivos do tratamento.
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Então quando a cirurgia robótica é utilizada?
Quando suas características oferecem vantagens relevantes para a estratégia planejada.
A plataforma robótica oferece:
- visão tridimensional ampliada;
- instrumentos articulados;
- precisão de movimentos;
- estabilidade;
- capacidade avançada de sutura.
Essas características podem facilitar determinadas reconstruções minimamente invasivas e o acesso a diferentes planos anatômicos.
Mas tecnologia deve possuir propósito.
Não utilizamos robótica simplesmente para transformar uma cirurgia em “cirurgia robótica”.
Ela é utilizada quando pode contribuir para executar adequadamente o projeto cirúrgico.
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Qual é a melhor técnica para operar uma hérnia?
Não existe uma única técnica que seja melhor para todas as hérnias.
Essa talvez seja uma das informações mais importantes desta página.
Uma técnica pode ser excelente para determinada anatomia e inadequada para outra.
Entre as possibilidades existentes estão:
- reparos abertos;
- reparos laparoscópicos;
- reparos robóticos;
- técnicas pré-peritoneais;
- técnicas retromusculares;
- eTEP;
- TAPP;
- diferentes reconstruções extraperitoneais;
- separação de componentes;
- TAR.
Ter diferentes ferramentas disponíveis permite individualizar a estratégia.
**O objetivo não é realizar sempre a mesma técnica.
É saber quando utilizar cada uma delas.**
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Toda cirurgia de hérnia precisa de tela?
Não necessariamente.
Entretanto, telas são utilizadas em grande parte das reconstruções atuais porque, em diversas situações, reduzem o risco de recorrência quando comparadas ao reparo apenas com sutura.
A indicação depende do tipo de hérnia, tamanho do defeito, localização, condições do paciente e técnica escolhida.
Quando uma tela é indicada, também precisamos decidir:
qual tela
qual tamanho
em qual plano anatômico
com qual estratégia de fixação
A tela é um componente da reconstrução.
Não é a reconstrução inteira.
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Tela de hérnia é segura?
As telas são utilizadas há décadas e fazem parte do tratamento moderno de muitas hérnias.
Como qualquer material implantável, podem existir complicações.
Entre elas estão infecção, dor, aderências e outras situações específicas.
Entretanto, o risco depende de diferentes fatores, incluindo tipo de prótese, localização, técnica, condições do paciente e características da operação.
Por isso, a pergunta não deveria ser apenas:
“Tela é boa ou ruim?”
Mas:
“Existe indicação de tela neste caso e qual é a maneira adequada de utilizá-la?”
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Hérnia pode voltar mesmo depois de uma boa cirurgia?
Sim.
Nenhuma técnica consegue eliminar completamente o risco de recorrência.
Hérnias são doenças multifatoriais.
Características do paciente, tamanho do defeito, qualidade dos tecidos, obesidade, tabagismo, infecção, operações anteriores e fatores técnicos podem influenciar os resultados.
Uma estratégia adequada procura reduzir os fatores modificáveis e realizar uma reconstrução compatível com a anatomia encontrada.
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Diástase sempre precisa ser operada?
Não.
Muitas pessoas apresentam diástase sem necessidade de cirurgia.
A decisão depende de:
- sintomas;
- função;
- presença de hérnia;
- grau da alteração;
- impacto na qualidade de vida;
- objetivos do paciente;
- resposta às medidas conservadoras.
Em determinadas situações, fisioterapia e fortalecimento orientado podem fazer parte do tratamento.
Em outras, a reconstrução cirúrgica pode ser considerada.
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Posso corrigir hérnia e diástase na mesma cirurgia?
Em pacientes selecionados, sim.
Quando uma hérnia está associada a uma diástase, pode fazer sentido considerar a parede abdominal como um conjunto durante o planejamento.
Entretanto, nem todos os pacientes precisam da mesma reconstrução.
A estratégia depende da localização da hérnia, extensão da diástase, sintomas, anatomia e objetivos individuais.
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Quanto tempo dura a recuperação?
Depende da operação realizada.
Uma pequena hérnia inguinal e uma reconstrução abdominal complexa possuem recuperações completamente diferentes.
Por isso, preferimos estabelecer uma progressão individual:
andar
↓
retomar atividades cotidianas
↓
trabalhar
↓
aumentar atividade física
↓
retomar exercícios
↓
retornar plenamente às atividades importantes para aquele paciente
O acompanhamento permite ajustar essa progressão.
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Quando posso voltar para academia?
Não existe um prazo universal que sirva para todos.
O retorno depende da reconstrução realizada e da evolução do paciente.
O objetivo é retomar progressivamente a atividade física, aumentando carga e intensidade conforme a recuperação.
Ter operado uma hérnia não significa necessariamente viver evitando exercícios.
Queremos devolver movimento — não criar medo dele.
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Segunda opinião em cirurgia de hérnia
Buscar uma segunda avaliação pode ser particularmente útil quando existe:
- hérnia recidivada;
- múltiplas cirurgias anteriores;
- indicação de grande reconstrução;
- necessidade de separação de componentes;
- hérnia associada à diástase;
- dúvida entre cirurgia aberta e minimamente invasiva;
- proposta de retirada de tela;
- hérnia complexa;
- dúvidas importantes sobre a estratégia proposta.
Segunda opinião não significa necessariamente discordar da primeira indicação.
Muitas vezes, ela serve para confirmar que a estratégia proposta é adequada.
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O que diferencia o Parede Abdominal 360?
Não é uma máquina.
Não é uma tela.
Não é uma técnica.
E não é simplesmente utilizar um robô.
O diferencial está no processo.
1. Avaliação global
Não olhar apenas para o defeito, mas para toda a parede abdominal.
2. Objetivos individualizados
Entender o que o paciente deseja recuperar.
3. Planejamento anatômico
Estudar defeito, músculos, diástase, cicatrizes, telas e cirurgias anteriores.
4. Otimização
Preparar o paciente quando existem fatores modificáveis.
5. Arsenal de técnicas
Escolher entre diferentes possibilidades de reconstrução.
6. Tecnologia com propósito
Utilizar laparoscopia ou robótica quando elas acrescentam valor.
7. Recuperação estruturada
Planejar não apenas a operação, mas o retorno à vida.
8. Acompanhamento
Avaliar cicatrização, função e evolução ao longo do processo.
Esse conjunto forma o Parede Abdominal 360.
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As quatro dimensões do Parede Abdominal 360
Podemos resumir toda a metodologia em quatro pilares:
AVALIAR
Entender a pessoa e a parede abdominal.
Sintomas + anatomia + história + objetivos.
↓
PLANEJAR
Transformar essas informações em estratégia.
Diagnóstico + exames quando necessários + otimização + projeto cirúrgico.
↓
RECONSTRUIR
Executar a solução adequada.
Técnica + conhecimento anatômico + tecnologia quando indicada.
↓
RECUPERAR
Devolver progressivamente autonomia.
Movimento + trabalho + exercício + esporte + confiança.
Essas quatro etapas formam um ciclo.
Porque o tratamento não termina quando a cirurgia acaba.
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O que buscamos entregar ao paciente?
Não vendemos uma determinada técnica.
Buscamos resultados que façam diferença na vida real.
Menos dor.
Mais segurança para movimentar-se.
Retorno ao trabalho.
Retorno aos exercícios.
Recuperação da função abdominal.
Confiança para carregar os filhos.
Liberdade para viajar.
Retorno aos esportes.
Melhora do conforto corporal.
Menor interferência possível do tratamento na rotina.
A técnica é o caminho.
O benefício para o paciente é o destino.
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Parede Abdominal 360
Avaliar. Planejar. Reconstruir. Recuperar.
O Parede Abdominal 360 é um método estruturado para avaliação e tratamento de hérnias, diástase e alterações complexas da parede abdominal.
A proposta é integrar:
avaliação individualizada
planejamento anatômico
diferentes técnicas de reconstrução
tecnologia quando indicada
recuperação estruturada
acompanhamento
Não existe uma única cirurgia para todas as paredes abdominais.
Porque não existem duas paredes abdominais exatamente iguais.
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Agende sua avaliação
Se você possui uma hérnia, diástase, uma hérnia que voltou depois de uma cirurgia ou recebeu indicação de uma reconstrução da parede abdominal, o primeiro passo é compreender exatamente o seu caso.
Na avaliação do Parede Abdominal 360, estudamos:
seu problema
sua anatomia
seus exames
suas cirurgias anteriores
seus objetivos
e, quando existe indicação de tratamento, discutimos as diferentes estratégias possíveis.
Antes de escolher uma cirurgia, construímos um plano.
[AGENDAR AVALIAÇÃO PAREDE ABDOMINAL 360]
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Conteúdos relacionados
Esta página funciona como ponto central para os conteúdos especializados do Parede Abdominal 360.
Tipos de hérnia
Hérnia inguinal
Sintomas, diagnóstico e possibilidades atuais de tratamento.
Hérnia umbilical
Quando observar e quando considerar cirurgia.
Hérnia epigástrica
Como identificar e quais são as possibilidades de correção.
Hérnia femoral
Por que merece atenção especial.
Hérnia incisional
Hérnias que aparecem após cirurgias abdominais.
Hérnia de Spiegel
Uma hérnia menos frequente e muitas vezes difícil de diagnosticar.
Hérnia parastomal
Alterações da parede abdominal ao redor de estomas.
Situações especiais
Hérnia encarcerada
O que acontece quando o conteúdo da hérnia fica preso.
Hérnia estrangulada
Quando o comprometimento da circulação transforma uma hérnia em uma emergência.
Hérnia recidivada
O que fazer quando a hérnia retorna depois de uma cirurgia.
Diástase
Diástase abdominal
O que é, sintomas e possibilidades de tratamento.
Diástase pós-parto
Avaliação da parede abdominal depois da gestação.
Técnicas e tecnologia
Cirurgia robótica para hérnias
eTEP
Reconstrução retromuscular
TAR
Separação de componentes
Telas em cirurgia de hérnia
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Sobre o responsável pelo conteúdo
Dr. Guilherme Humeres Abrahão
Cirurgião do Aparelho Digestivo
Atuação em cirurgia da parede abdominal e cirurgia robótica
Mestre em Ciências da Cirurgia — área de Oncologia
Cirurgião robótico certificado
CRM-SP 147.629 | RQE 82.382
O conteúdo desta página possui finalidade educativa e não substitui consulta médica, exame físico ou avaliação individualizada.
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Princípios científicos
O método Parede Abdominal 360 utiliza conceitos presentes nas principais diretrizes e consensos contemporâneos relacionados ao tratamento das hérnias e à reconstrução da parede abdominal.
Entre as principais fontes científicas utilizadas para construção e atualização deste conteúdo estão:
European Hernia Society — EHS
Diretrizes para hérnias incisionais, hérnias da linha média e diferentes condições da parede abdominal.
HerniaSurge Group
Diretrizes internacionais para diagnóstico e tratamento das hérnias inguinais.
International Endohernia Society — IEHS
Diretrizes e consensos relacionados às abordagens minimamente invasivas das hérnias ventrais e incisionais.
Americas Hernia Society — AHS
Produção científica e consensos relacionados à cirurgia da parede abdominal.
A literatura científica é revisada periodicamente e as recomendações podem evoluir à medida que novas evidências se tornam disponíveis.
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Informação médica responsável
Nenhuma técnica cirúrgica pode garantir ausência absoluta de complicações ou risco zero de recorrência.
Resultados dependem de múltiplos fatores relacionados ao paciente, à doença, à anatomia e ao tratamento realizado.
A indicação de cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica deve ser individualizada.
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Parede Abdominal 360
Não começar pela técnica.
Começar pelo paciente.
Não tratar apenas o defeito.
Compreender a parede abdominal.
Não escolher tecnologia por preferência.
Utilizá-la quando acrescenta valor.
Não pensar apenas na cirurgia.
Planejar também a recuperação.
Avaliar. Planejar. Reconstruir. Recuperar.
Porque o objetivo não é simplesmente corrigir uma hérnia.
É permitir que o paciente volte a viver sem que sua parede abdominal determine seus limites.
O Instituto Gastrovale integra uma equipe multidisciplinar de excelência. Profissionais certificados, infraestrutura adequada e cirurgia minimamente invasiva: sua saúde no lugar certo!
Em caso de dúvidas ou agendamentos, entre em contato: (12) 3322-9459 / (12) 3206-7806 / (12) 99149-3558 (WhatsApp) – www.gastrovale.com.br
Escrito por: Dr. Guilherme Humeres Abrahão | Cirurgião do Aparelho Digestivo • Cirurgião Oncológico Digestivo • Mestre em Ciências da Cirurgia • Cirurgião Robótico Certificado, CRM-SP 147.629 | RQE 82.382